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Após entraves, CMTU revoga licitação para concessão da Rodoviária

10/08/2026 Folha de Londrina 6 visualizações
Conteúdo baseado em matéria publicada por Folha de Londrina
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A CMTU revogou, em documento assinado em 16 de julho, o processo licitatório que pretendia conceder o Terminal Rodoviário de Londrina (TRL) à iniciativa privada. A decisão (publicada em 20/07/2026) cita irregularidades apontadas pelo TCE-PR e anuncia estudos para remodelar o projeto de concessão, sem descartar futuro certame.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) decidiu revogar o processo de licitação cuja finalidade era conceder a administração do Terminal Rodoviário de Londrina (TRL) à iniciativa privada. A revogação foi formalizada em documento assinado pelo presidente da CMTU, Renan Salvador, em 16 de julho, e noticiada em 20 de julho de 2026. Segundo a matéria, a tentativa de transferir a administração do terminal vinha se arrastando desde 2023, quando a Câmara Municipal autorizou a concessão. O texto informa que, em março de 2026, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) identificou irregularidades no edital publicado em 2024 e determinou que, caso o município quisesse manter o certame, o edital deveria ser corrigido e republicado, com reabertura de prazos. Entre os problemas apontados estiveram a alteração dos valores das tarifas de embarque por meio de errata — aumento de quase 14% em relação à versão inicial — sem reabertura de prazos para propostas, e a exigência de visita técnica ao TRL sem permitir sua substituição por declaração da interessada. A reportagem destaca que, enquanto a licitação estava suspensa, a CMTU informou em março que pretendia contratar uma empresa para elaborar projeto de reforma do terminal e, depois, buscar recursos para executar as obras. O prédio, construído em 1988 a partir de projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, apresenta problemas estruturais crônicos, como goteiras, que afetam usuários e lojistas. Na justificativa da revogação, a CMTU afirmou que manter um processo suspenso desde 2024 não era razoável e que optou pela revogação para dar mais transparência administrativa. A companhia afirmou também que está realizando estudos técnicos, operacionais, econômicos e jurídicos para a “remodelação” do projeto, reavaliando o modelo de concessão, obrigações da futura concessionária, investimentos necessários, indicadores de desempenho, matriz de riscos, sustentabilidade econômico-financeira, mecanismos de fiscalização e formas de remuneração. O documento indica que a concessão do terminal à iniciativa privada não foi descartada, mas que será reestruturada antes de eventual novo certame.
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