Sao Paulo

Câmara de Piracicaba abre CPI para investigar concessão do esgoto após denúncia envolvendo Aegea

30/09/2026 Difusora FM Piracicaba 15 visualizações
Conteúdo baseado em matéria publicada por Difusora FM Piracicaba
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Em 3 de setembro de 2026 a Câmara Municipal de Piracicaba divulgou a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis irregularidades no contrato de concessão dos serviços de coleta e tratamento de esgoto firmado com a concessionária Águas do Mirante (grupo Aegea). A investigação terá foco no período de 2012 a 2018 e foi motivada por reportagem que apontou investigações envolvendo a empresa.
Notícia publicada em 3 de setembro de 2026 informa que a Câmara Municipal de Piracicaba instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades no contrato de concessão dos serviços de coleta e tratamento de esgoto do município. A abertura da CPI foi proposta pelo vereador Fabrício Polezi e protocolada em 27 de agosto, motivada por reportagem que citou investigação envolvendo o grupo Aegea. O objeto da apuração é o contrato firmado entre 2012 e 2018 com a concessionária Águas do Mirante. Segundo a matéria, a CPI terá prazo inicial de 90 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 90 dias; durante seus trabalhos os parlamentares poderão solicitar documentos, convocar depoimentos, realizar diligências e exigir esclarecimentos da administração municipal e da concessionária. A reportagem detalha que a parceria entre a Prefeitura, o Serviço Municipal de Água e Esgoto (SEMAE) e a concessionária Águas do Mirante foi formalizada em 11 de junho de 2012 como uma Parceria Público-Privada (PPP) e que o contrato tem duração prevista de 30 anos. Na ocasião do acordo foram estimados investimentos de R$ 333 milhões, com R$ 102 milhões previstos para os dois primeiros anos, e metas que incluíam a universalização do tratamento de esgoto em Piracicaba; registros citados na matéria indicam que a cidade alcançou 100% de esgoto tratado em 2014. A matéria também traz o posicionamento da Aegea, que afirmou ter encerrado apurações internas relativas a fatos anteriores a 2018 e que compartilhou as conclusões com o Ministério Público Federal como parte de processos de integridade. A CPI da Câmara pretende reunir documentos e depoimentos para verificar se os fatos mencionados nas denúncias têm relação com o contrato municipal de saneamento e se houve eventual irregularidade na sua celebração ou execução.
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