Concessão bilionária de Paranaguá expõe circulação entre Estado e mercado
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Gazeta do Paraná
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Reportagem da Gazeta do Paraná sobre a concessão do Canal de Acesso Aquaviário aos Portos de Paranaguá e Antonina, vencida pelo Consórcio Canal Galheta Dragagem em outubro de 2025, com contrato de 25 anos estimado em R$ 10 bilhões. A matéria aborda a intensa circulação de profissionais entre órgãos públicos e empresas privadas envolvidas na formulação da política portuária.
Quando o martelo da B3 confirmou, em outubro de 2025, a vitória do Consórcio Canal Galheta Dragagem na disputa pela concessão do Canal de Acesso Aquaviário aos Portos de Paranaguá e Antonina, o Brasil inaugurava um mercado completamente novo. Pela primeira vez, a administração de um canal de acesso portuário deixava de ser exclusivamente pública para ser explorada pela iniciativa privada em um contrato de 25 anos, estimado em quase R$ 10 bilhões. A apuração da Gazeta do Paraná cruzou documentos públicos, atos administrativos, registros societários, informações da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), do Tribunal de Contas da União (TCU) e revelou um aspecto pouco discutido da maior concessão portuária da história recente do Paraná: a intensa circulação de profissionais entre órgãos públicos responsáveis pela formulação da política portuária e empresas que atuam no mesmo mercado regulado. Não há, até o momento, documentos que demonstrem direcionamento do edital ou favorecimento ao consórcio vencedor. Mas a cronologia reconstruída pela reportagem evidencia um ambiente institucional em que os mesmos nomes aparecem, em momentos diferentes, ocupando posições estratégicas tanto no setor público quanto na iniciativa privada.
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