Pernambuco

Uma cidade sem saneamento: 99% da população de Camaragibe não tem acesso a sistema de esgoto

29/07/2026 Diario de Pernambuco 7 visualizações
Conteúdo baseado em matéria publicada por Diario de Pernambuco
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Reportagem do Diario de Pernambuco (15/06/2026) mostra que, segundo dados do Sinisa (2024), 99% da população de Camaragibe (154.212 pessoas) não tem coleta e tratamento adequado de esgoto. A matéria informa que Camaragibe integra o Programa Cidade Saneada — uma parceria público-privada (PPP) da Compesa com a BRK — e menciona que há uma reestruturação contratual em andamento para adequação ao Novo Marco Legal do Saneamento.
A reportagem do Diario de Pernambuco, publicada em 15 de junho de 2026, relata que, com base em dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa) de 2024, 99% da população de Camaragibe (cerca de 154.212 habitantes) não dispõe de coleta e tratamento de esgoto adequados. O texto detalha que parcelas da população usam fossas sépticas ou soluções rudimentares, e descreve impactos na saúde, no ambiente e na qualidade de vida dos moradores de bairros como Vila da Fábrica e Rua Miguel Pereira. No que diz respeito à prestação do serviço, a matéria informa que a responsabilidade técnica do saneamento no município está atribuída à Compesa. A reportagem registra o posicionamento da Prefeitura de Camaragibe, que orientou a solicitar cronogramas e informações à Compesa e à empresa participante da parceria. A Compesa, por sua vez, declarou que Camaragibe integra o Programa Cidade Saneada — uma parceria público-privada (PPP) com a BRK — e afirmou que os investimentos previstos para o município estão inseridos na reestruturação contratual em andamento. Segundo a nota mencionada na matéria, esse processo busca adequar o contrato às diretrizes do Novo Marco Legal do Saneamento e atualizar os cronogramas de obras de coleta e tratamento. A reportagem também registra o comentário de especialistas e do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Capibaribe, que afirmam não ter acesso aos planos e cronogramas previstos pelo contrato assinado anteriormente (a concessão/PPP foi celebrada em 2013, conforme referido na matéria), e destacam a necessidade de transparência e acompanhamento social para garantir que os investimentos previstos na parceria cheguem efetivamente à população. Em síntese, a matéria articula o grave déficit de saneamento do município com o arranjo contratual vigente — a PPP Cidade Saneada envolvendo Compesa e BRK — e aponta que há um processo de reestruturação contratual em curso para adequação ao novo marco regulatório.
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