Sao Paulo

Após impasses, Prefeitura de SP assina PPP da Esplanada Liberdade

31/08/2026 Metrópoles 13 visualizações
Conteúdo baseado em matéria publicada por Metrópoles
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A Prefeitura de São Paulo assinou o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) da Esplanada Liberdade, estimada em R$ 333 milhões e com prazo de 30 anos. O consórcio vencedor (Consórcio Parque Liberdade) será responsável por obras, manutenção e exploração comercial de um complexo sobre a Radial Leste-Oeste.
Fonte: matéria do Metrópoles publicada em 28/07/2026. A Prefeitura de São Paulo divulgou a assinatura, em 24 de julho de 2026, do contrato da Parceria Público-Privada (PPP) para implantar a Esplanada Liberdade, projeto de requalificação urbana sobre a Radial Leste-Oeste. A concessão tem duração de 30 anos e será executada pelo Consórcio Parque Liberdade (formado por Construbase Engenharia, F.M. Rodrigues & Cia e Hersa Engenharia e Serviços). A gestão e fiscalização do contrato ficarão a cargo da SP Regula. O empreendimento está estimado em cerca de R$ 333 milhões e ocupará aproximadamente 19,2 mil metros quadrados. A proposta prevê a construção de três lajes elevadas sobre a Radial Leste-Oeste para conectar os viadutos Guilherme de Almeida, Mie Ken, Cidade de Osaka e Shuhei Uetsuka, com objetivo de reduzir a fragmentação urbana da região da Liberdade. Serão criados espaços públicos gratuitos e abertos 24 horas, incluindo praças, áreas verdes, um Centro de Memória e Cultura voltado à história multiétnica do bairro, teatro, espaços para eventos, mercados, quiosques e um polo gastronômico. Estudos da prefeitura estimam fluxo anual de cerca de 1,4 milhão de visitantes. Caberá à concessionária a manutenção, limpeza, segurança, conservação das áreas verdes e a promoção de programação cultural gratuita durante a vigência do contrato. A exploração comercial está prevista na modelagem da concessão; parte da receita gerada, conforme desempenho contratual, será destinada ao Fundo Municipal de Desenvolvimento Social (FMD) para financiar políticas públicas nas áreas de saúde, educação e habitação. Com a assinatura do contrato, a próxima etapa mencionada pela administração é a emissão da Ordem de Início, que autoriza o começo das obras, estimadas para duração de aproximadamente cinco anos a partir de seu início. O projeto enfrentou resistência durante a tramitação: em 2025 o Tribunal de Contas do Município (TCM) suspendeu a licitação após auditoria que apontou 53 irregularidades na modelagem da parceria; o Ministério Público de São Paulo abriu inquérito civil para apurar possíveis irregularidades no edital. Segundo a matéria, a prefeitura promoveu revisões e concluiu análises técnicas e documentais antes de retomar o processo e assinar o contrato.
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