Sao Paulo

Concessão do canal do Porto de Santos divide opiniões sobre tipo de gestão

29/09/2026 Santa Portal 4 visualizações
Conteúdo baseado em matéria publicada por Santa Portal
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Matéria publicada em 27/08/2026 sobre debate no X Congresso de Direito Marítimo e Portuário da ABDM. Autoridade Portuária de Santos (APS) defendeu gestão via PPP administrativa, enquanto representantes do setor discutiram modelos de concessão e questões técnicas, como dragagem e profundidade do canal.
Notícia publicada em 27 de agosto de 2026 acerca do painel “Concessões dos acessos ao Porto de Santos”, que encerrou o X Congresso de Direito Marítimo e Portuário da ABDM, em Santos (SP). O texto relata que o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, defendeu a administração do canal por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) administrativa, argumento sustentado na possibilidade de manter funções estratégicas de gestão e regulação sob responsabilidade da APS, ao mesmo tempo em que se daria previsibilidade a investidores privados. Pomini apontou riscos na transferência integral da gestão para uma empresa privada, citando potencial fragmentação da governança e perda de neutralidade entre operadores do Porto. Do outro lado, o superintendente de Projetos Portuários e Aquaviários da Infra S.A., Fernando Corrêa dos Santos, afirmou que experiências como a de Paranaguá podem servir de referência para modelagem, mas não são modelo a ser reproduzido sem adaptações. Ele ressaltou a necessidade de definir objetivos (profundidade do canal, porte dos navios, frequência e níveis de serviço) antes de escolher a modelagem jurídica e operacional. O secretário especial de Licitação e Concessões da ANTAQ, Ygor Di Paula Julliano Silva da Costa, informou que o projeto ainda está em discussão e que as contribuições do setor podem alterar a modelagem atualmente em debate. A matéria também trouxe preocupações técnicas e ambientais: um participante citou estudo projetando movimentação de 300 milhões de toneladas no complexo portuário em 2035, e foi levantada a questão do assoreamento — segundo a reportagem, aprofundar o canal para 17 metros poderia aumentar em aproximadamente 38% o volume de assoreamento, elevando a necessidade de dragagem de manutenção. O texto lista ainda outros participantes do painel e entidades presentes, e menciona que o evento contou com iniciativas e patrocínios do setor portuário e de empresas ligadas à cadeia logística.
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