Nova bilhetagem metropolitana do RS será estruturada como PPP e Estado publica resultado de consulta e audiência públicas
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Diário do Transporte
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O Governo do Rio Grande do Sul publicou em 9 de setembro de 2026 o resultado da consulta pública e da audiência sobre a modelagem da nova bilhetagem metropolitana, projeto estruturado como PPP para contratar uma clearing house de processamento de pagamentos e dados. O contrato estimado é de R$ 89,9 milhões por dez anos e inclui municípios da Região Metropolitana, entre eles São Leopoldo.
Em reportagem publicada pelo Diário do Transporte em 9 de setembro de 2026, o projeto de nova bilhetagem dos transportes metropolitanos da Região Metropolitana de Porto Alegre foi apresentado como uma Parceria Público‑Privada (PPP) destinada a concentrar em uma única plataforma o processamento de viagens, pagamentos e dados dos passageiros. A modelagem prevê tecnologia baseada em account based ticketing (ABT), aceitação de meios de pagamento como cartões de crédito e débito, fornecimento de equipamentos e serviços em nuvem, e a contratação de uma clearing house responsável por receber, processar e consolidar as informações financeiras geradas pelas viagens.
A publicação oficial do Estado divulgou o resultado da Consulta Pública nº 04/2025 e da Audiência Pública nº 03/2025 — etapas da modelagem que antecedem a publicação do edital de licitação. A matéria explica que essa divulgação encerra mais uma fase necessária para consolidar a modelagem e preparar a concorrência, mas não equivale ao lançamento do edital; não havia, na data, empresa vencedora nem contrato assinado nem data definida para a licitação.
O texto traz valores e prazos estimados pela modelagem: contrato com prazo previsto de dez anos e valor total estimado em R$ 89,9 milhões. A planilha econômica apresentada indicou valores máximos de contraprestação mensal: R$ 758,3 mil no 1º ano; R$ 844,9 mil/mês do 2º ao 5º ano; e R$ 671,8 mil/mês do 6º ao 10º ano. Foi projetado aproximadamente R$ 20,78 milhões em investimentos (principalmente validadores) e cerca de R$ 42,15 milhões em despesas operacionais, cifras da fase de modelagem que podem ser alteradas até o edital definitivo.
A reportagem destaca que a PPP da bilhetagem tem por objetivo separar o processamento financeiro e tecnológico da operação dos ônibus — que está sendo tratada em outra modelagem de concessão operacional — permitindo que diferentes empresas operadoras utilizem a infraestrutura central de arrecadação. Entre os municípios abrangidos pela modelagem estão Canoas, Esteio, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Cachoeirinha, Gravataí, Guaíba, Eldorado do Sul, Alvorada, Viamão, Montenegro, Sapiranga, Taquara e outras cidades da Região Metropolitana.
O artigo enfatiza que, embora a centralização tecnológica facilite integrações, as decisões sobre tarifas, critérios de integração e eventuais descontos continuam sendo definidas pelo poder concedente. A matéria é assinada por Adamo Bazani e informa que a estruturação pública do projeto teve início em 2025, com consulta e audiência nesse ano, e que a publicação do resultado em 9/9/2026 não fixa prazo para a licitação nem garante que a modelagem permanecerá inalterada até o edital.
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