Cientistas e comunidades tradicionais denunciam obra que promete 'virada urbanística' em Florianópolis
Notícia sobre a aprovação da licença ambiental para o Parque Urbano e Marina Baía Norte em Florianópolis, orçado em R$ 350 milhões. A obra será executada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) e conta com cronograma de quatro anos. Cientistas e comunidades tradicionais manifestam preocupações ambientais com o empreendimento.
A Prefeitura de Florianópolis obteve sua licença definitiva para a construção do "Parque Urbano e Marina Baía Norte" em fevereiro de 2026. Segundo informações públicas, o empreendimento está orçado em R$ 350 milhões e é tratado pela política local como um elemento de modernização da cidade. A primeira etapa da obra tem previsão de entrega em dois anos e meio, com aterro onde serão instalados os equipamentos públicos e a jardinagem. As marinas pública e privada ficam prontas um ano e meio depois, e o cronograma prevê quatro anos de obras em uma das áreas mais importantes do centro da Capital. O prefeito Topázio Neto ressaltou: "Com um esforço concentrado conseguimos o licenciamento para que a iniciativa privada, por meio de uma PPP, entregue mais um grande equipamento público para todas as pessoas que vivem e visitam Florianópolis". Segundo apresentação do projeto, trata-se de um grande parque público totalmente gratuito para toda a população, sem investimento de recursos públicos. A notícia reporta que cientistas, como o biólogo oceanógrafo Paulo Horta da UFSC, e comunidades tradicionais manifestaram-se contrários à construção, levantando preocupações ambientais sobre a obra na Baía Norte.
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