Fracasso na concessão faz Neto mudar os planos e atrelar construção de nova rodoviária ao Trem-Bala
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Folha do Aço
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A licitação para conceder à iniciativa privada a administração da Rodoviária Prefeito Francisco Torres, em Volta Redonda (RJ), terminou sem propostas. Diante da concorrência deserta, o prefeito Neto afirmou que não haverá novo edital por ora e que o município volta a analisar a construção de um novo terminal condicionada à possível instalação do trem de alta velocidade (TAV).
Matéria publicada em 1 de agosto de 2026 no jornal Folha do Aço relata que a concorrência pública para conceder à iniciativa privada a administração da Rodoviária Prefeito Francisco Torres encerrou-se sem interessados. O edital previa concessão por dez anos, renováveis por igual período, com a concessionária responsável por operação, manutenção, segurança e acessibilidade, além da exploração de receitas de tarifas de embarque, locação de lojas, estacionamento e banheiros. A outorga mínima exigida no edital era de 20% do faturamento bruto mensal ou R$ 17.674,99.
O prefeito Neto (PP) declarou, em entrevista à Rádio Sintonia do Vale, que a administração não deverá insistir em um novo edital para a concessão do terminal localizado na Avenida dos Trabalhadores (bairro Laranjal) enquanto não houver maior interesse do mercado. A reportagem lembra que a rodoviária, inaugurada em 1972, acumula reclamações sobre conservação, iluminação e segurança, apesar de reformas pontuais recentes e serviços de sanitários já recuperados.
Com o insucesso do processo licitatório, a prefeitura voltou a avaliar um projeto antigo para construir um novo terminal rodoviário na região do entroncamento da Rodovia Presidente Dutra com a Rodovia dos Metalúrgicos (bairro Rio das Flores), integrando potencialmente centro de convenções, hotel e empreendimentos comerciais. Contudo, a retomada desse projeto foi condicionada pelo município à confirmação de uma estação do trem de alta velocidade entre Rio de Janeiro e São Paulo (TAV) em Volta Redonda. A matéria cita negociações conduzidas pela TAV Brasil e declarações do presidente da empresa, Bernardo Figueiredo, sobre a necessidade de definição de investidores internacionais; a previsão mencionada na reportagem era de início das obras em 2027 e operação em 2032, sujeita ao licenciamento ambiental e ao fechamento do aporte financeiro.
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