Justiça barra licitação de R$ 2,4 bilhões para complexo hospitalar de PPP em BH
A Justiça de Minas Gerais determinou a suspensão da licitação para a concessão administrativa do Complexo de Saúde Hospital Padre Eustáquio (HoPE), localizado no bairro Gameleira em Belo Horizonte. O governo estadual havia assinado o contrato da PPP em 12 de junho de 2026 com o Consórcio Saúde HoPE, após leilão na B3, com investimentos previstos de aproximadamente R$ 2,4 bilhões ao longo de 30 anos.
A Justiça de Minas Gerais determinou a suspensão dos atos relacionados à concessão do Complexo Hospitalar Padre Eustáquio (HoPE), principal projeto de infraestrutura da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). A decisão liminar foi proferida pelo juiz Wenderson de Souza Lima, da 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, em ação movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O governo de Minas assinou, em 12 de junho de 2026, o contrato da Parceria Público-Privada (PPP), a primeira do Estado na área da saúde. O documento formalizou a vitória do Consórcio Saúde HoPE no leilão realizado na B3, em São Paulo, em setembro do ano passado. O empreendimento será instalado na área do antigo Hospital Galba Veloso, no bairro Gameleira, em Belo Horizonte. O projeto também prevê espaço para o Laboratório Central da Fundação Ezequiel Dias (Funed). O contrato de concessão, firmado em junho de 2026, prevê investimentos de aproximadamente R$ 2,1 bilhões ao longo de 30 anos para construção, equipagem, operação, manutenção e gestão dos serviços de apoio do complexo. A medida liminar foi assinada na terça-feira (28 de julho), cerca de dois meses após o governo de Minas formalizar o contrato de Parceria Público-Privada com o Consórcio Saúde HoPE.
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