Mato Grosso do Sul

Rumo é investigada por dano ambiental e abandono em Corumbá

21/09/2026 Correio do Estado 10 visualizações
Conteúdo baseado em matéria publicada por Correio do Estado
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O Ministério Público Federal abriu inquérito civil contra a concessionária Rumo Malha Oeste S.A. para apurar dano ambiental e abandono de material ferroviário (vagão, trilhos e dormentes) no Córrego Piraputanga, em Corumbá. A investigação decorre de fiscalizações do Ibama e ocorre após o término, em 30/06/2026, do contrato de concessão da Malha Oeste.
Fonte: matéria publicada no site Correio do Estado em 29/08/2026, por Felipe Machado. O Ministério Público Federal instaurou inquérito civil contra a Rumo Malha Oeste S.A. para apurar a extensão do dano ambiental verificado no leito e nas margens do Córrego Piraputanga, na área próxima à Comunidade Tradicional Antônio Maria Coelho, em Corumbá (MS). A apuração busca, entre outros objetivos, a remoção integral do vagão abandonado, a retirada de trilhos e dormentes de madeira dispostos irregularmente, a desobstrução das manilhas de drenagem da via férrea e a promoção da reparação ecológica da área degradada. A investigação teve origem em fiscalização do Ibama que constatou disposição inadequada de dormentes, trilhos e um vagão abandonado no curso d’água e arredores da comunidade. Vistoria técnica da superintendência estadual do Ibama em Mato Grosso do Sul apontou obstrução do sistema de drenagem (manilhas) da via férrea, resultando em assoreamento, turbidez na água, mau cheiro e inviabilização do abastecimento hídrico da comunidade afetada. O texto informa que o contrato de concessão da Malha Oeste com a Rumo venceu em 30 de junho de 2026 e que, enquanto o governo federal prepara nova licitação, a linha férrea segue gerando problemas. Em 1º de julho a concessionária firmou o quinto termo aditivo para um regime excepcional e transitório de continuidade operacional mínima, com vigência de até 180 dias, sem pagamento de outorga ou contrapartida financeira. A matéria recorda histórico de autuações e penalidades anteriores: a Rumo Malha Oeste teria sido autuada dezenas de vezes entre 2021 e 2024 por falta de manutenção da faixa de domínio e outros problemas, com multas que somaram milhões de reais, segundo dados da ANTT citados pela reportagem. Entre infrações relatadas está a retirada de quatro quilômetros de trilhos do ramal de Ladário para uso em outro trecho de Corumbá, fato que motivou penalidade administrativa. Fiscalizações também teriam constatado dormentes degradados e redução drástica de velocidade operacional em vários trechos por risco à segurança. A reportagem menciona ainda que o MPF abriu outro inquérito relacionado a incêndio de grandes proporções no Pantanal, ocorrido em agosto de 2024, cuja investigação aponta indícios de que o sinistro foi provocado por atividades de manutenção na linha férrea executadas por terceirizada. A portaria do MPF que instaurou o inquérito sobre o dano ambiental em Corumbá foi assinada pela procuradora Damaris Rossi Baggio de Alencar, e o procedimento reforça a necessidade de diagnóstico ambiental, plano de remoção de resíduos e projeto de recuperação da área degradada.
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