Tribunal de Contas aponta irregularidades em concessão do estacionamento rotativo de Vitória
Conteúdo baseado em matéria publicada por
Elimar Cortes
Acessar
O Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo identificou irregularidades na execução do contrato de concessão do estacionamento rotativo em Vitória. Entre os problemas encontrados estão ausência de repasse de valores arrecadados nos parquímetros, renovação sistemática com a mesma concessionária e falta de videomonitoramento nos estacionamentos.
O Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) identificou irregularidades na execução do Contrato de Concessão relativo à operação do estacionamento rotativo no município de Vitória. O processo foi analisado em sessão virtual do Plenário realizada na quinta-feira (23). O relator do processo foi o conselheiro Rodrigo Chamoun. Dentre as irregularidades mais graves estão a ausência de repasse do dinheiro arrecadado nos 'parquímetros' à Prefeitura de Vitória, a renovação sistemática do contrato com a mesma concessionária (a Tecgold Sistemas Ltda) e a não prestação de serviços de videomonitoramento nos estacionamentos. A auditoria analisou no contrato, firmado entre a Prefeitura e a Tecgold Sistemas, aspectos como o pagamento e o repasse de outorga, reajustes tarifários defasados, pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro, funcionamento do sistema de videomonitoramento e o planejamento para nova licitação do serviço. Ao todo, de acordo com o conselheiro Rodrigo Chamoun, seis problemas foram constatados pela fiscalização. São eles: Impropriedades na aferição da arrecadação e no repasse das outorgas, no Termo de Concessão 375/2014; Prorrogação contratual indevida; Erros em metodologia de acerto de contas; Ausência de resposta a pleitos de reequilíbrio econômico-financeiro; Postergação de reajuste tarifário; Deficiência na fiscalização do sistema de videomonitoramento. A partir de 2020, a concessionária vinha tendo dificuldade de fazer os repasses dos valores arrecadados com a cobrança nos estacionamentos. Nos meses de março, abril, maio, junho, julho e agosto de 2020 a empresa deixou de repassar à Prefeitura, segundo o Tribunal de Contas, R$ 425.502,21.
Leia a matéria original
elimarcortes.com.br
Ver matéria completa